PS5 – Esquece Acessibilidade para as Pessoas com Deficiência

Noticias ocorrem na internet sobre o abandono por parte da Sony do comando DualShock4 na PlayStation 5. A nova consola conta com um novo designer, arrojado e futurista, com o novo visual a Sony conquistou a maioria dos fãs.

Contudo os jogadores com deficiências estão preocupados, sentindo-se esquecidas pela ausência de acessibilidades, por vários anos se adaptaram ao comando DualShock4 e têm receio que o designe do novo comando não apresente a mesma estabilidade e conforto que o anterior.

A nova tecnologia do DualSense, especialmente pelo seu peso e por ser o único meio de poder aproveitar completamente os jogos do PS5, jogadores estão preocupados com as políticas sociais da Sony, principalmente nesta época em que tanto se fala sobre acessibilidade e oportunidades no universo dos jogos.

Segundo testemunhos de pessoas com deficiência, foram necessários anos de adaptação com o comando DualShock4 para que fosse possível jogar com mais conforto e precisão. Aproveitando todas as funcionalidades e técnicas acumuladas desde as primeiras PS4, até mesmo, antes disso, seria quase impossível tirar proveito dos diversos jogos.

Por enquanto a Sony não comentou nada sobre as possibilidades de acessibilidade do comando DualSense, a falta de respostas continua a preocupar as pessoas com deficiência, que mais uma vez têm medo de ficarem para trás.

Legos para pessoas com deficiência visual

Cada vez mais se vê na sociedade há uma grande preocupação na integração e inclusão da pessoa com deficiência.

Lego com peças em braille

Neste sentido a fabricante de brinquedos dinamarquesa Lego anunciou o lançamento de peças de Lego em braille no sentido de ajudar crianças com deficiências visuais.

O conceito foi desenvolvido para ajudar as crianças com deficiência visual, está pronto para ser lançado em seis línguas, onde se inclui o português, inglês, alemão, francês, dinamarquês e norueguês.

“Em comunicado, a Lego Foundation e o grupo Lego anunciam o lançamento da “primeira onda do programa em parceria com organizações locais” ligadas à perda de visão para “ajudar crianças com deficiência visual” a aprender o pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração” através da brincadeira.”

Lego Braille Bricks (peças da Lego em braille), o lançamento oficial está programado arrancar em sete países, incluindo Alemanha, Brasil, Dinamarca, Estados Unidos, França, Noruega e Reino Unido.

Estando previsto a sua chegada a Portugal no “início de 2021”.

Programa Adaptar Social+

O Programa Adaptar Social+, é um sistema de incentivos de apoios com a finalidade de apoiar as respostas sociais, em contexto de adaptação das suas atividades face a pandemia COVID-19.

Programa Adaptar Social +

A Portaria n.º 178/2020, publicada em Diário da República, é um sistema de incentivos com o propósito de mitigar os custos acrescidos para o restabelecimento das condições de funcionamento das respostas sociais.

São apoiados, nomeadamente, os custos de aquisição de equipamentos de proteção individual para trabalhadores e utentes, equipamentos de higienização, contratos de desinfeção, custos com a formação de trabalhadores, reorganização dos locais de trabalho e alterações de “layout” dos equipamentos das respostas sociais.

Aconselhamos à leitura desta portaria, contudo assinalamos alguns pontos:

O programa visa apoiar as instituições particulares de solidariedade social, ou legalmente equiparadas, que detenham cooperação com o Instituto da Segurança Social, para o desenvolvimento de respostas sociais. […]

As entidades beneficiárias devem […] assegurar, até à assinatura do termo de aceitação, a situação tributária e contributiva regularizada perante a administração fiscal e a segurança social. […]

Os projetos devem […] ter por objetivo a realização de um investimento de valor em despesa elegível não superior a € 10.000, para a adaptação das respostas e equipamentos sociais ao contexto da doença COVID-19, garantindo a segurança dos trabalhadores, utentes e outros. […]

São elegíveis, para suprir as necessidades por um período máximo de seis meses, despesas realizadas (ver artigo 5.º, Despesas elegíveis) a partir do dia 19 de março de 2020 e com duração máxima de execução até 31 de dezembro de 2020. […]

Os apoios são atribuídos sob a forma de subvenção não reembolsável e a taxa de incentivo a atribuir é de 80 % sobre o valor total das despesas elegíveis realizadas. […]

Informamos que só será aceite uma candidatura por instituição.

Deixamos aqui o link para poderem ter acesso documento completo.

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/138963711/details/maximized

Subsídio para crianças e jovens com deficiência vai voltar a ser pago

O Subsídio de Educação Especial, cujo pagamento se encontra suspenso desde o início do estado de emergência, a 18 de março, vai retornar a ser pago, a Segurança Social vai recomeçar a pagar, “desde já”.

Desta vez não será necessário a apresentação de uma nova declaração médica para as prestações serem pagas.

A garantia foi dada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSS). E num post colocado no Facebook pela secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Existem cerca de 11.400 jovens a beneficiar deste subsídio, destina a crianças e jovens até aos 24 anos “que possuam comprovada redução permanente da capacidade física, motora, orgânica, sensorial ou intelectual” por esse motivo necessitem de frequentar estabelecimentos de ensino especial, ou de beneficiar de apoios especializados que não são facultados nas escolas onde estão inseridos”. No valor de cerca de três mil euros por ano, o SEE visa assegurar “a compensação de encargos resultantes” destes apoios.

Os estabelecimentos de ensino especial como a maioria dos apoios especializados em regime presencial foram suspensos com a pandemia da covid-19, por consequência o SEE (Subsídio de Educação Especial) deixou de ser pago.

Na circular da DGSS reconhece que “o público-alvo dos apoios em causa é o que, tendencialmente, mais sofrerá com os efeitos do confinamento”.

Catarina Oliveira

Catarina Oliveira

Catarina Oliveira, jovem de 31 anos, residente na cidade do Porto, que uma infelicidade na vida não a faz baixar os braços. Numas férias a sua vida mudou por completo, hoje em dia assume-se uma pessoa feliz com o seu canal de YouTube tem por missão mudar as mentalidades sobre as pessoas com deficiência.

Chamo-me Catarina Oliveira, tenho 31 anos e sou do Porto. Sou Finalista do curso de Nutrição da Universidade do Porto, faço parte de uma dupla de Dj e tenho um canal no YouTube. A minha vida seguia normal como a de tantas outras pessoas, até que há quatro anos enquanto estava de férias no brasil tive uma inflamação na medula, de causa até hoje desconhecida, que fez com que ficasse paraplégica e por isso que passei a utilizar cadeira de rodas. 

Com esta brutal mudança tudo na minha vida se transformou, e hoje em dia já perfeitamente adaptada a minha nova realidade, um dos principais objetivos que tenho é de mudar mentalidades, quebrar preconceitos e tabus relacionados com as pessoas com deficiência. 

Há quatro anos atras nem sequer pensava nestes assuntos, mas hoje em dia, sendo esta a minha realidade, mas também independentemente disso, percebi que ainda vivemos numa sociedade muito capacitista. 

Encontrei na minha voz uma possibilidade de expor muito abertamente, de uma forma muito direta e até com algum humor assuntos ligados a PCD (Pessoas Com Deficiência) para que as pessoas mudem a sua visão sobre nós. 

Já tive oportunidade de dar entrevistas, ir a escolas, a empresas falar um pouco da minha história e do que me aconteceu e sobretudo passar a mensagem e o testemunho da capacidade do ser humano se reinventar e ser feliz mesmo após uma adversidade como a que me aconteceu.

Estou muito convicta de que só assim, com conversas abertas e informais sobre este tema, com o facto de pessoas com deficiência serem vistas, terem representatividade é que lentamente vamos conseguir mudar a visão que muita gente tem sobre nós.

Beijinhos

Catarina Oliveira 

Estatuto do Cuidador Informal já pode ser pedido online

A partir do dia 01 de junho os cuidadores informais já podem requerer o estatuto correspondente através do site da Segurança Social.

O formulário está disponível online na Segurança Social Direta, depois vais ao menu Família, para o pedido de reconhecimento do Estatuto do Cuidador Informal, e escolher o Instituto da Segurança Social.

Cuidador Informal
Cuidador Informal

Relembramos que no mês passado foi atribuído o subsídio de apoio ao cuidador informal aos 30 concelhos-piloto, a partir do dia 1 de junho o mesmo abrange todo país.

Também a partir desta quarta-feira passa a estar disponível o Gabinete de Acolhimento ao Cuidador Informal, em todas as sedes dos Centros Distritais da Segurança Social, para esclarecimento de dúvidas.

Deixamos aqui o link para analise do Guia Prático construído para Segurança Social onde pode esclarecer todas as duvida:

Aconselhamos também para não deixar de ver a o folheto onde estão descritos mais resumidamente os direitos e deveres deste link:

 

Pensão de Invalidez ONLINE

uma mulher cadeirante a sorrir e ser abraçada por um homem

Através da Segurança Social Direta, serviço online, já se pode fazer o pedido para pensão de invalidez

Para alem do fazer o pedido também pode fazer consultar pedidos, no sentido de ver se encontra em analise ou se já tem decisão, entregar documentos e substituir documentos.

No portal é também possível fazer o pedido de pensão de velhice (para os beneficiários que já tenham a idade normal de acesso) e o reembolso das despesas de funeral.

A Segurança Social preparou o Manual Passo a Passo da Pensão de Invalidez, para ajudar nesta tarefa, que indica os documentos necessários e a forma de validar as informações necessárias para avançar com o requerimento.

Disponibilizamos aqui o link para ver Manual Passo a Passo da Pensão de Invalidez.

 

Tecla 3 lança Podcast “Gente que vai de mal a pior” em parceria com Bruno Osório

Bruno Osório, tem 31 anos, paralisia cerebral e é cadeirante.
Contudo, nenhum destes obstáculos o fez desistir e desde cedo que se apaixonou pelo empreendedorismo.
É um dos fundadores da empresa Adamastor Studio, a mesma que já assinou contrato de parcerias com a Sony Playstation. Bruno afirma que o seu objetivo de vida é ser um ícone inspiracional para novas empresas e empreendedores.

Pedro Teixeira, tem 26 anos e uma paralisia cerebral leve.
Com o pensamento de que as deficiências podem ser transformadas em oportunidades, criou uma plataforma que reúne informação especialmente destinada aos deficientes, denominada Tecla 3 e ainda um canal no Youtube, com o foco em tecnologia.

A partir da parceria ente ambos, surgiu a idealização de criar um podcast, no qual abordarão assuntos do dia-a-dia, onde impera a boa disposição e não há lugar para as lamentações da vida.

Ao longo de cinco episódios vão debater a sua condição, experiências pessoais e desvendar como é viver com paralisia cerebral.
A sua estreia está agendada para o dia 4 de julho no Canal de Youtube “Tecla3 Pedro Teixeira”, e será atualizado semanalmente.

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A Covid-19 e o Mundo do Trabalho

bandeira da ONU

António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tornou público no passado dia 19 de junho um documento sobre “A Covid-19 e o Mundo do Trabalho”

Ficam aqui alguma importantes ideias retiradas do documento:

  1. As pessoas com deficiência – que por norma já enfrentam exclusão no emprego – têm maior probabilidade de experimentar maiores dificuldades em “recuperar” o trabalho na fase pós-COVID-19. [página 3]
  2. Já antes da pandemia o desemprego nas pessoas com deficiência era mais do dobro do que se verificava entre pessoas sem deficiência. Além de que, no universo de pessoas com deficiência, se verificavam salários mais baixos e problemas a nível das acessibilidades e condições do local de trabalho. [página 6]
  3. Nos mais atingidos pelos efeitos da pandemia estão, entre outras, as pessoas com deficiência. Vários relatórios indicam que, em tal universo populacional, o impacto da COVID-19 será devastador. [página 13]
  4. Como prioridade aponta-se a necessidade de manter e promover o emprego nos grupos mais “frágeis”, identificando especialmente as mulheres, pessoas com deficiência, jovens e trabalhadores migrantes.
  5. Considera-se ainda que deverão ser implementadas medidas direcionadas que resultem do diálogo entre governos, representantes patronais/de trabalhadores e organizações de pessoas com deficiência – identificando desafios e encontrando as necessárias soluções. [páginas 17 e 18]
  6. Sobre o regresso à normalidade e ao trabalho, em relação à deficiência, é defendida a ideia de se promover a possibilidade do tele-trabalho ou licença remunerada, encontrando-se soluções de flexibilidade. [páginas 19 e 20]

Deixamos aqui o link para poderem analisar o documento completo, mas informamos que se encontra escrito em inglês.

www.un.org/sites/un2.un.org/files/sg_policy_brief_covid_world_of_work_and_covid-19_june_2020.pdf

Numa mensagem em vídeo o responsável da ONU (António Guterres) realçou a forma como a COVID-19 estão a afetar as questões do desemprego, de forma muito especial, mulheres, jovens e pessoas com deficiência.

Tendo referenciado, “pandemia [que] expôs tremendas deficiências, fragilidades e falhas” numa sociedade em que a deficiência já era um obstáculo.

Disponibilizamos também aqui o link do vídeo onde António Guterres (Responsável da ONU) faz as referidas declarações. O vídeo também se encontra em inglês.