Aprenda 17 dicas para tornar o seu site mais acessível

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Como criador de conteúdo digital, jamais estou preocupado com questões técnicas web. Mas isto não implica que a minha plataforma de divulgação de conteúdos não conte com alguns recursos que eu considero pertinente lá ter.

Como é sabido, conto com uma licenciatura em Artes Plásticas e Multimédia, o que me forneceu algumas bases na área da web, tanto a nível do design como da programação.

Agora, se eu estivesse dentro do desenvolvimento web e me fosse dado escolher um lado, literalmente era o lado do design. Mais conhecido por Design Gráfico e de UI.

Quero partilhar aqui um pouco desta minha criação, plataforma tecla3.com. Por trás temos o famoso WordPress, que me ajudou, em muito, a construir e a ter todos os recursos que eu acho pertinente ter, tendo em conta as questões da acessibilidade.

Mas que é o WordPress?

O WordPress é nada mais que um Sistema de Gerenciamento de Conteúdos, conhecidos na área da web como CMS (Content Sanagement System). Assim, pode moldar-se totalmente ao gosto do proprietário/cliente.

Estando no topo como o sistema mais usado para a criação de web site, conta com uma lista de sites de renome que usam o WordPress, tais como:

The New Yorker

Todo o ecossistema do tradicional site norte-americano de notícias The New Yorker é executada no WordPress.
Todo o ecossistema do tradicional site norte-americano de notícias The New Yorker é executada no WordPress.

Sony Music

O site da Sony Music é um ótimo exemplo de marca empresarial de sucesso que usa o WordPress.
O site da Sony Music é um ótimo exemplo de marca empresarial de sucesso que usa o WordPress.

Casa Branca

O site oficial .gov da Casa Branca (Estados Unidos) também usa o WordPress. Quem poderia imaginar isso?
O site oficial .gov da Casa Branca (Estados Unidos) também usa o WordPress. Quem poderia imaginar isso?

Um ponto importante a realçar é que toda a linguagem da web é Open Source, que é um termo em inglês que significa código aberto. Isto, numa linguagem mais plebeia, quer dizer que qualquer pessoa pode usar.  Estamos a falar de linguagem como HTML, PHP, SQL e por aí fora.

O WordPress também é Open Source, podemos criar e moldar todos os conteúdos ao nosso gosto.

Mas nem todo para WordPress é Open Source, isto porque um desenvolvedor web pode criar recursos e até pode comercializá-los, como é o caso dos templete e dos Plugins.

Plugins, deixa-me explicar-te o que é isto, muito resumidamente são recursos que tu podes adicionar ao WordPress. Vou fazer-te aqui uma comparação: tu tens o teu smartphone, e vamos dizer que o teu smartphone é o WordPress, todas as aplicações que tu instalares são os Plugins.

Agora vamos ao assunto que me levou a escrever este artigo sobre a Acessibilidade Digital.

Quando eu parti para o projeto da plataforma tecla3.com, ficou logo decidido que tinha de ter as opções de acessibilidade digital.

As Acessibilidades nos sites são reguladas por W3C & WCAG. Mas isto da acessibilidade digital tem muito mais do que o botão da acessibilidade.

Ilustração das acessibilidades digitais
Ilustração das acessibilidades digitais

Vou deixar aqui 17 pontos que deves ter em atenção quando estás a construir um web site na questão da acessibilidade.

  1. Adicionar “Alt Text”: adicionar sempre descrição das imagens, ajudando assim os visitantes e o leito de ecrã, ajudando também o Google a “lê-las”.
  2. Usar títulos/cabeçalhoscorretamente e nas proporções adequadas.
  3. Preparar o teu site para poder ser interpretado por um leitores de ecrã.
  4. Disponibilizar sempre a opção “Avance para o conteúdo principal”no topo de cada página.
  5. Permitir a navegação por tudo conteúdos através do teclado.
  6. Criar contrastes suficientesentre o texto e o background.
  7. Usar um template acessível.
  8. True Text – alarga melhor, carrega mais depressa e é mais fácil de traduzir. Usar CSS em vez de Editor para acrescentar estilo visual.
  9. Maiúsculas– cuidado com o seu uso porque vão dificultar a sua leitura e podem ser mal interpretadas  pelo Leitores de Ecrã.
  10. Comprimento da linha– não deve ser demasiado longa porque se torna ilegível.
  11. Os links devem ser reconhecíveisidentificáveis. Links no final dos artigos devem ter um sublinhado ou outro sinal e não apenas uma cor distinta.
  12. Desenhar um link “Ir para o Pagina principal”– para utilizadores que usam o teclado, este link deve permanecer no topo da página. Pode estar oculto, mas tornar-se visível quando receber ou focalizar o teclado.
  13. Usar recusas multimédia muito cuidado como o VÍDEO E ÁUDIO.
  14. Disponibilize um botão Play / Pausa.
  15. Evitar o uso de conteúdo com efeitos intermitentes ou com efeito estroboscópico, porque pode causar ataques (em pessoas epilépticas, por exemplo).
  16. Desenhar controles de formulário acessíveis – garantir que tenha etiquetas e instruções detalhadas e que sejam apresentadas com textos e não só com cor.
  17. Não se concentre apenas na cor numa cor(para pessoas com problemas visuais, por exemplo os daltónicos, não ajuda nada).

É aqui que entram os Plugins que permitem ter o botão da acessibilidade, o sistema de reprodução de texto para áudio, SEO “Otimização para motores de pesquisa”, entre outros recursos que estão disponíveis nativamente no WordPress como é caso da descrição de imagens, como os que estamos a usar na plataforma Tecla3.com.

É impossível construir um site acessível para todos. Por isso, deve-se tentar abranger o máximo de pessoas possível.

Eu neste texto falo do WordPress mas há mais sistemas de CMS, como caso do joomla.

Agora eu falei do wordpress, é o sistema que eu uso e que eu conheço, o que não implica que outras plataformas não tenham os mesmos recursos de acessibilidade digital outros abordado neste texto. Open source ou pagos os recursos estão aí.

Na minha modesta opinião, a falta de acessibilidade digital muitas vezes é devido a que nós fomos um nicho de mercado muito pequenino quase como não contássemos e é isso que temos de mudar e reivindicar.

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