Kahlo – o canário

: o fundo desta fotografia é de cor azul, com flores desenhadas a cinzento. Em primeiro plano, apareço eu - Cuca - como um recorte. Estou a usar uma camisa com padrão floral, em tons de castanho claro, verde seco e vermelho escuro. Nas orelhas, tenho argolas prateadas. A minha expressão facial é brincalhona. Estou a piscar o olho esquerdo e sorrio, com a língua de fora. 😜 O lado direito da minha figura é contornado pelas palavras: "tenho em mim todos os sonhos do mundo". 💛

Olá! É uma honra poder saudar-vos e dar-vos as boas-vindas. Espero que gostem desta nova casa, que se sintam confortáveis aqui. Estou muito feliz por poder fazer parte deste projeto! Quero muito que a minha escrita vos informe e vos faça felizes.

Hoje, passo rapidamente por aqui, para me dar a conhecer um pouco melhor. Como muitos já saberão, nasci há 21 anos e chamo-me Isabel Maria. Raras são as vezes em que respondo pelo meu nome , já que todos me tratam por Cuca.

A minha estação do ano favorita é o outono e as fases da lua sempre  me fascinaram. Na verdade, acho que os ciclos, as repetições, as rotinas me dão paz.

Tenho uma paixão por pássaros e, neste Natal, recebi um canário: o Kahlo. Tenho de vos falar dele porque o nome não foi escolhido por acaso. Pareceu-me justo fazer uma homenagem a Frida, uma artista por quem nutro um carinho especial. Uma pintora de mão cheia que, desde sempre, foi alguém em quem me revi, por quem me senti representada. Alguém que viveu a sua vida, sem nunca esconder a sua deficiência. Nunca permitiu, no entanto, que esta a definisse… que a limitasse! Frida Kahlo, antes de qualquer coisa, é as cores vibrantes que pintava. Isso é maravilhoso!

Se tiver de escolher uma meta de vida, então, que seja esta: representar quem me segue, mostrar que a normalidade é um conceito irreal, utópico e horrendo. Que não sou uma heroína por viver com  paralisia cerebral e que a diversidade pode e deve ser celebrada.

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