Diogo Mota

Diogo Mota
surfista

Diogo Mota, tem 32 anos, a viver na cidade de Tondela distrito de Viseu, tem uma distrofia muscular congénita, sendo por esse motivo cadeirante, Amante de futebol desde que se conhece por pessoa. No ano de 2020, mesmo com esta terrível pandemia que limitou a vida a todos nós, ele conseguiu concretizar o sonho de ser treinador.

Olá, Chamo-me Diogo André Lopes Mota, sou de Tondela, tenho 32 anos.

Sou portador de uma deficiência motora que me impede de andar, deslocandome numa cadeira de rodas eletrica. Sou uma pessoa muito ativa, Tenho o 12º Ano, detesto estar parado…

Nesta altura em que o mundo atravessa uma pandemia, provocada pelo vírus designado por Covid-19, obriga-me a estar mais resguardado em casa, por ser pessoa de alto risco. Durante os meus quase 32 anos de vida, vivi grandes aventuras e grandes sonhos, um dos quais, está a acontecer desde janeiro de 2020, que é estar envolvido num projeto de treinar uma equipa de futsal em que vamos participar na divisão de honra da Associação de Futebol de Viseu.

Poderia estar a ser melhor se não fosse o Covid-19 que por vezes nos obriga a parar durante dias. Mas nem tudo é um mar de rosas… Nem tudo foi bom neste meu percurso de vida! Saber ultrapassar obstáculos sem me chatear e acima de tudo, de forma engraçada. Sou uma pessoa muito reivindicativa, tudo o que tenho a dizer sobre a Sociedade em que vivemos, digo sem olhar para o lado, ou seja, para quem for. A nossa sociedade ainda não está 100% adaptada a lidar com pessoas ditas diferentes… Ainda olham para nós de lado, muitas das vezes usando a expressão; “ai coitadinho/a…”.

É muito bonito os nossos Governantes deitar leis cá para fora sem andarem no terreno, pelo menos umas horinhas, para sentirem os obstáculos que nós pessoas cadeirantes atravessamos todos os dias com maior ou menor dificuldade.

Conheci o Pedro Teixeira na APCV em Viseu, onde faço fisioterapia. Ele tem um grande projeto, no qual pernas para andar e para ir longe.

Força Pedro

REPORTV - The Special Ones | SPORT TV

Catarina Oliveira

Catarina Oliveira

Catarina Oliveira, jovem de 31 anos, residente na cidade do Porto, que uma infelicidade na vida não a faz baixar os braços. Numas férias a sua vida mudou por completo, hoje em dia assume-se uma pessoa feliz com o seu canal de YouTube tem por missão mudar as mentalidades sobre as pessoas com deficiência.

Chamo-me Catarina Oliveira, tenho 31 anos e sou do Porto. Sou Finalista do curso de Nutrição da Universidade do Porto, faço parte de uma dupla de Dj e tenho um canal no YouTube. A minha vida seguia normal como a de tantas outras pessoas, até que há quatro anos enquanto estava de férias no brasil tive uma inflamação na medula, de causa até hoje desconhecida, que fez com que ficasse paraplégica e por isso que passei a utilizar cadeira de rodas. 

Com esta brutal mudança tudo na minha vida se transformou, e hoje em dia já perfeitamente adaptada a minha nova realidade, um dos principais objetivos que tenho é de mudar mentalidades, quebrar preconceitos e tabus relacionados com as pessoas com deficiência. 

Há quatro anos atras nem sequer pensava nestes assuntos, mas hoje em dia, sendo esta a minha realidade, mas também independentemente disso, percebi que ainda vivemos numa sociedade muito capacitista. 

Encontrei na minha voz uma possibilidade de expor muito abertamente, de uma forma muito direta e até com algum humor assuntos ligados a PCD (Pessoas Com Deficiência) para que as pessoas mudem a sua visão sobre nós. 

Já tive oportunidade de dar entrevistas, ir a escolas, a empresas falar um pouco da minha história e do que me aconteceu e sobretudo passar a mensagem e o testemunho da capacidade do ser humano se reinventar e ser feliz mesmo após uma adversidade como a que me aconteceu.

Estou muito convicta de que só assim, com conversas abertas e informais sobre este tema, com o facto de pessoas com deficiência serem vistas, terem representatividade é que lentamente vamos conseguir mudar a visão que muita gente tem sobre nós.

Beijinhos

Catarina Oliveira 

Luana Martini

Luana Martini
Luana Martini
blogueirinha

Luana Martini, uma jovem brasileira que uma fatalidade do destino na sua infância lhe retirou uma perna, mas isso não a fez baixar os braços, com uma prótese, regaçou as mangas e foi em busca dos seus sonhos. Mesmo com a sua limitação conseguiu tirar a carta de moto e conduz uma de mudanças automáticas. Neste momento intitula-se de “blogueirinha” onde produz conteúdo sobre deficiência e empoderamento.

Oi me chamo Luana Martini, moro em Aracaju / Sergipe no brasil, possuo uma deficiência desde 03 anos de idade, perdi a perna em um acidente de carro, sempre me conheci como gente usando uma prótese, isso não me impediu de ir atrás de meus sonhos, apesar da dificuldade, fosse ela qual fosse!! Resolvi fazer da minha DEFICIÊNCIA uma motivação para as minhas vitórias, a primeira delas foi passar em uma universidade federal, depois consegui ser a primeira mulher com deficiência nos membros inferiores a tirar CNH (Carteira Nacional de Habilitação), em Portugal conhecida como carte de condução, de moto automática no meu Estado.

Logo depois consegui ter bons resultados nas minhas redes sociais e comecei a virar “blogueirinha” produzo conteúdo sobre a deficiência e empoderamento no meu Instagram para inspirar pessoas e dar esperança para elas não desistirem. Consegui formar uma comunidade de seguidores, já tive parcerias com marcas nacionais e internacionais e atualmente sigo tentando melhorar cada vez mais ❤️, quem quiser conhecer um pouco mais sobre mim, só seguir meu Instagram.

Bruno Osório

Bruno Osório
Eng. Informática

Bruno Osório, tenho 31 anos, a viver na cidade do porto, portador de uma paralisia cerebral, sendo por esse motivo cadeirante, mas isso não o fez desistir de nada, cedo começou a apaixonar-se pelo empreendorismo. Um dos fundadores da empresa Adamastor Studio, empresa essa que já assinou contrato de parcerias com Sony Playstation. Bruno afirma que o seu objetivo de vida é ser um ícone inspiracional para novas empresas e empreendedores.

“Tudo é possível!”

Chamo-me Bruno Osório, tenho 31 anos, vivo no porto e neste momento estou a estudar Eng. Informática no Instituto Superior de Engenharia do Porto (Mestrado). Devido ao facto de ter paralisia cerebral, desloco-me em cadeira de rodas. O meu objetivo de vida é ser um ícone inspiracional para novas empresas e empreendedores, mostrando que apesar de todas as dificuldades, é sempre possível fazer acontecer. Sempre fui apaixonado pelo empreendedorismo, a minha meta sempre foi e será criar negócios! Pois acredito que vou mudar o mundo e ter sucesso!

Sou uma pessoa que luta por todos os seus sonhos até ao fim! Para mim não há impossíveis! Desde 2012 comecei a projetar a minha caminhada no empreendedorismo ao construir uma equipa multidisciplinar que contemplava as áreas de engenharia informática e engenharia eletrotécnica tendo em vista o desenvolvimento de um projeto para a participar num concurso promovido pela Microsoft conhecido como Imagine Cup. O projeto consistia num sistema que fosse acoplado a qualquer cadeira de rodas elétrica, permitindo ao utilizador que através de um dispositivo móvel, pudesse escolher um determinado destino no mapa da região, e que o sistema controlasse a condução da cadeira até chegar ao destino pretendido. Em 2013 participamos na Imagine Cup com um pequeno protótipo deste sistema chegando à final nacional. Devido ao excelente feedback recebido, começamos a levar mais a sério a realidade de iniciar um caminho empresarial. Tendo este projeto como base, começamos a criar conexões com o mundo empresarial, tais como associações e outras empresas da área, tendo também participado em feiras, palestras e eventos de empreendedorismo. Durante este percurso, a nossa equipa valências de informática e eletrotécnica, começou também a implementar os seus conceitos e protótipos, tendo conseguido construir bases sólidas que nos permitiram em 2016 a empresa Foxtech. sobre a minha outra empresa que tenho a Adamastor Studio, que é um estúdio que atua no desenvolvimento de jogos conteúdos digitais e multimédia e gamification Além do desenvolvimento dos nossos produtos, a Adamastor Studio oferece também serviços de consultoria a empresas que necessitem de soluções personalizadas adequadas aos seus negócios.

Na Adamastor Studio temos parcerias com Sony Playstation com um dos maiores operadores de telecomunicações do mundo. Estamos a trabalhar com grandes players internacionais em projectos internos.

Tudo é possível!

Tenho uma paixão enorme por futebol! Sou um estudioso do jogo! Sou socio do Futebol Clube do Porto e amarei o clube até á morte! Gosto muito de filosofia e psicologia!

E acima de todo ter “sede” de vencer de contornar obstáculos! Tenho a certeza de que vou vencer!

Conheci o Pedro Teixeira e foi muito interessante porque depois de falarmos várias vezes percebi que eramos muitos parecidos e por isso revi-me e revejo-me no Pedro Teixeira

Tenho a certeza que vai conseguir todos os seus objectivos.

O tecla3 é uma plataforma que está a ganhar espaço e relevo e será cada vez maior!!

Jorge Pina

Jorge Pina
Atleta e Ex-boxeur

Jorge Pina, desportista, nascido em Portimão, filho de pais Cabo Verdianos, uma força da natureza sempre ligado ao desporto foi no boxe que descobriu a sua vocação. No decorrer da conquista de diversos títulos, perdeu a sua visão. Com a sua incrível força de vontade, ele não baixou os braços, atualmente pratica atletismo e trabalha como personal trainer, e fundador da Associação Jorge Pina Desporto com Valor de Igualdade.

Nascido em Portimão a 11 de janeiro de 1976. Filho de pais Cabo Verdianos (provenientes da ilha do Fogo), ex-emigrantes em Angola. É o quinto filho de sete irmãos.

Optou pelo boxe após ter passado por outras modalidades, como rugby, judo e futebol. Foi no futebol que descobriu que tinha mais jeito com as mãos do que com os pés. Depois de ingressar no boxe, passou por vários clubes de Lisboa, mas foi no Sporting Clube de Portugal que se tornou uma referência do pugilismo nacional conquistando diversos títulos, nomeadamente o de campeão nacional durante vários anos.  A profissionalização e a carreira internacional levam-no a preparar-se para a conquista do título de Campeão Mundial, nunca alcançado pela fatalidade de ter perdido a visão. Esta adversidade obriga-o a reformular a sua vida e a deixar de ser pugilista. Contudo, a sua força interior não é abalada e é reforçada por uma resiliência invulgar. Durante anos foi, e continua a ser, uma das maiores referências do boxe português.

Profissionalmente trabalha como personal trainer, mas em paralelo desenvolve a carreira de atleta paralímpico e apoia jovens nas suas escolhas e opções de vida.

Inicia-se no Atletismo em 2006, modalidade que abraça com paixão, tendo participado nos Jogos Paralímpicos de Pequim em 2008, nos de Londres em 2012 e do Rio de Janeiro em 2016.

Apesar de ter perdido 90% da visão, fez questão de manter-se ligado ao boxe através do ensino desta modalidade desportiva, e fundou, em 2011, a Associação Jorge Pina, onde aplica o seu conhecimento e entusiasmo pela vida junto de jovens que querem superar-se, e nele podem encontrar apoio moral, mas sobretudo um modelo de vida inspirador.

Como resultado da atividade da AJP, e da parceria desenvolvida com a Rexona é hoje uma realidade o projeto da 1ª Escola de Atletismo Adaptado, que iniciou a sua atividade no primeiro trimestre do ano letivo 2014/2015.

Em 2013 foi convidado pelo Plano Nacional de Ética no Desporto para ser Embaixador para a Ética no Desporto.

Tendo em conta toda a atividade que desenvolve enquanto atleta e mentor da Associação com seu nome foi galardoado com o prémio Local Hero atribuído pela União Europeia na Cerimónia Oficial da Semana Europeia do Desporto 2017 em Marselha. O prémio, que pela primeira vez distinguiu um português, visa reconhecer um indivíduo que trabalha consistentemente para a promoção do desporto e da atividade física na sua comunidade.

Mensagem:

Na minha vida passei por várias adversidades, mas sempre as encarei como forma de me superar e de melhorar enquanto pessoa e ser humano. Todos nós quando colocados à prova, conseguimos ir buscar forças onde nós pensávamos não existir, se acreditarmos conseguimos ultrapassar tudo. Em tudo o que faço coloco muita fé e eu acredito que esse é um dos fatores para eu conseguir alcançar os meus sonhos e objetivos.

Esse novo projeto que vocês criaram tem tudo para ter sucesso. Se vocês colocarem fé naquilo que estão a fazer de certeza que vão obter resultados, sobretudo porque o intuito maior é ajudar o próximo. Quando nós fazemos algo pelo próximo, o sentimento de felicidade que isso acarreta é algo inigualável.

Portanto, não desistam dos vossos sonhos, continuem a ajudar pessoas, porque dessa forma também nos ajudamos a nós próprios a ser mais felizes e realizados.

 

Vânia Martins

Vânia Martins
Youtuber

Vânia Martins, uma jovem com uma neuromuscular que vive no Brasil, ao longo da sua vida foi-lhe dado diversos prazos de validade.
Criadora de um canal de Youtube “Rampa de Acesso”, onde o foco principal e o empoderamento da mulher com deficiência.

Sou Vânia Martins cadeirante, criadora do Canal Rampa de Acesso, onde o foco principal e o empoderamento da mulher com deficiência.  Após cinco anos de criação o rampa conta com uma rede de seguidores que ultrapassa 30 mil pessoas! Trabalho com o intuito de levar informação e entretenimento para esse público. 

 Link do Canal: https://www.youtube.com/channel/UC-29QNxME6mrVVU-S4XxZwg?view_as=subscriber

Instagram:  @vaninhaamartins

E minha historia começa assim…

Minha Mãe conta que quando eu era bem pequenininha, quando tentava dar meus primeiros passos fiquei muito doente, a passei a viver internada, sempre muito debilitada, foram várias internações, muitos exames até que chegou o dia que fui diagnosticada com uma doença grave e degenerativa chamada Distrofia Muscular de Duchenne. Depois desse diagnóstico, foi passado para minha mãe que em breve eu perderia os movimentos dos membros superiores e principalmente inferiores, devido à progressão rápida da doença. Enfim eu não iria andar e seria dependente para vida toda.

Acredito que não foi fácil para minha mãe receber tantas informações sobre sua filha caçula, na época eu ainda nem tinha três anos.  Além das sequelas, a distrofia traria para mim, algumas complicações como: cardiomiopatia, capacidade de mobilidade diminuída, deformidades, insuficiência respiratória, Pneumonia ou outras infecções respiratórias; pronto! Ali recebi o meu PRAZO DE VALIDADE! Normalmente a pessoa que tem esse tipo de distrofia não resisti a tantas complicações.  Com tudo que foi dito minha mãe, me criou muita proteção, com muito cuidado e sempre assombrada por essa expectativa de quanto tempo eu iria viver! Recordo-me que já com uns 5 a 6 anos ouvia com frequência que provavelmente não passaria dos 15 anos. Quando completei quinze a perspectiva passou para 21 e assim fui crescendo, sempre aguardando a próxima perspectiva de prazo.

Durante esses anos passei por diversas internações e intervenções cirúrgicas, tive quase todas as complicações que a doença propõe e até em coma já fiquei, mais uma vez eu resisti;  mesmo assim sempre me pegava ouvindo sobre o tempo que me restaria de vida… É curioso que mesmo quando criança, depois na fase da adolescência e na vida adulta eu nunca coloquei isso dentro de mim, não fazia sentido pra mim tomar esse prazo como verdade… Sinceramente?! Respeito a medicina e acredito que os médicos são instrumentos de Deus para salvar vidas, até porque muitas das vezes eu precisei e sempre tive bons profissionais que cuidaram de mim, mas eu sempre acreditei que a última palavra vem do ALTO, e é Ele quem decide a hora o momento de tudo em minha vida!

O prazo de validade vivia ali, rondando minha jornada, mas posso falar para vocês que eu nunca tomei aquilo como verdade, dentro do meu coração e da minha mente eu não acreditava.

Eu dizia dentro de mim: vou viver sim e muitooooo!

Se eu fosse viver com base em diagnósticos ou até mesmo com minha realidade, que muitas das vezes era em uma sala de hospital, eu poderia ter me entregue e pensar: Para que estudar se eu vou morrer em breve?  Para que trabalhar se não vou fazer uma carreira? Para que vou conhecer pessoas, formar laços de amizade, se não serei uma amiga presente? E até mesmo me casar pra que?… Mas não! Preferi ir contra essa “sentença” de pouca vida! Escolhi aceitar sim as limitações que a doença me impôs e reconhecer que na minha vida teria muitas dificuldades e barreiras, mas elas não iriam me deter, então continuei a viver a vida normalmente como se fosse uma garota “comum” na escola, faculdade, no trabalho e até quando casei, mas esse assunto vou falar mais pra frente com vocês (aguardem).

Esse fantasma tenta me assombrar até hoje, mas sigo não tomando isso como verdade pra mim. Escolho sempre brincar com a situação e dizer que “já to fazendo hora extra aqui na terra”.  Sempre falo com humor para os meus amigos que “minha validade tá vencida” e ele morrem de rir… Isso pode acontecer, eu sei, mas pode acontecer comigo ou com você!  Até porque todo mundo vai morrer um dia, então eu pessoalmente acredito que não devemos viver esperando essa hora chegar! Viver pode ser bem mais do que isso e eu tento usar minha vida e minhas redes sociais do rampa de acesso para falar dos desafios da minha vida.

No fim o que quero frisar é o poder que temos quando acreditamos em algo! Quando você acredita você busca, você luta e faz acontecer, desafia a ciência e as estatísticas, eu estou aqui e sou prova viva disso! A minha luta ainda não acabou, nem vai,  ela é contínua, como a sua também. Eu sei que preciso seguir batalhando porque não posso parar, a verdade é que tenho muitos sonhos há realizar!!

Então vamos à luta?! Deixo aqui a reflexão para que você não aceite facilmente que as barreiras da vida venham a te deixar parar!                                                  

Beijokas no coração!

Vânia Martins

Marta Paço

Marta Paço
surfista

Um texto de Marta Paço, surfista invisual que acredita que “Não há limites para os nossos sonhos”.  Marta Paço já conta com um titulo de campeã da europa.

Não há limites para os nossos sonhos!!!

O meu nome é Marta Paço e tenho 15 anos. Sou cega. Nasci com uma doença rara na retina: Amaurose Congénita de Leber. Desde o meu nascimento, os meus pais tentaram dar-me uma vida o mais normal possível, proporcionando-me todas as experiências e oportunidades que podiam: desporto, passeios e viagens em família, contacto com outras crianças cegas e normovisuais…

Aos 12 anos, depois de ter experimentado equitação, natação e goalball, descobri o desporto que realmente me faz feliz: o surf. A primeira vez que me pus em pé na prancha e surfei a minha primeira onda percebi que este era o meu desporto. A liberdade, a alegria e a leveza que sinto quando estou a surfar nunca tinha sentido, antes, em nenhuma outra modalidade desportiva.

Tudo começou em 2017 no café da minha mãe, que era frequentado por instrutores do Surf Clube de Viana. Desafiaram-me a experimentar as ondas, só por diversão. Foi amor à primeira onda! Comecei a treinar e a evoluir cada vez mais, sempre ao lado do meu treinador Tiago, que é os meus olhos na água. O Surf Clube de Viana e o meu treinador tornam tudo isto possível! Em 2018, já na Seleção Nacional de Surf Adaptado, participei no campeonato mundial em La Jolla, Califórnia, no qual fiquei em 3º lugar. Ajudando, assim, a escrever uma história nova para mim e para Portugal. Já em 2019, no 1º Campeonato Europeu de Surf Adaptado, em Viana do Castelo, conquistei o título de 1ª campeã europeia em ASVI. Também o ano passado, tornei-me embaixadora da Semana Europeia do Desporto.

Nestes ainda curtos anos que somo de para surfing, além de desenvolver o meu surf, tenho tentado transmitir às pessoas com e sem deficiência que não há limites para os nossos sonhos e a importância de construirmos, juntos, um mundo realmente inclusivo.