Confinamento: 4 coisas para fazeres em casa

Deixem que vos diga, caros leitores: escrever com música eletrónica nos ouvidos é uma experiência, no mínimo, interessante. Sinto que tanto podia estar a ordenar palavras, como a fazer um treino físico intensivo. Como já devem ter percebido, hoje, ganhou a primeira opção.

Esta semana foi mais agitada e, por isso, a minha ausência acabou por ser mais prolongada do que estava à espera.  Com sobrinhos em casa e entre mil trabalhos com prazo de entrega, é muito fácil deixar o tempo passar.

Estou de volta. Para ser honesta, não tenho um tema muito específico para este texto. No entanto, parece-me adequado falar-vos de uma prática que tem marcado os meus dias.

Pois bem, estes tempos não têm sido leves para ninguém e já todos sabemos disso. Por isso, pensei que seria bom partilhar convosco as estratégias que tenho utilizado para me manter otimista.

  1. Anotar num caderno, no início do dia, tudo aquilo que desejo concretizar nas próximas 24 horas. Costumo fazê-lo em formato de texto, porque me ajuda a organizar as ideias, mas, há também quem o faça por tópicos. Qualquer uma das formas é boa, desde que vos mantenha cientes dos vossos objetivos. Podem fazer o mesmo à noite, tentando encontrar o que vos fez sorrir, no meio de toda a correria.
  2. Tirar um tempo do dia para desenhar, pintar ou fazer qualquer outra atividade de que goste. É assim que descanso a meio do dia, por exemplo. Desta forma, liberto a cabeça das obrigações, sem nunca perder o foco.
  3. Respeitar o tempo para fazer nada. Não há problema algum em haver dias menos produtivos. É muito importante que saibamos isso! Ouvir música, ajuda sempre!
  4. Confiar que depois da tempestade vem a bonança. Respiro fundo e faço um esforço para imaginar um futuro cheio de brilho.

Depois, é ver o sol nascer novamente, mais leve e mais alegre. É preciso ter muita calma, paciência e gentileza com o nosso coração.

 

Kahlo – o canário

: o fundo desta fotografia é de cor azul, com flores desenhadas a cinzento. Em primeiro plano, apareço eu - Cuca - como um recorte. Estou a usar uma camisa com padrão floral, em tons de castanho claro, verde seco e vermelho escuro. Nas orelhas, tenho argolas prateadas. A minha expressão facial é brincalhona. Estou a piscar o olho esquerdo e sorrio, com a língua de fora. 😜 O lado direito da minha figura é contornado pelas palavras: "tenho em mim todos os sonhos do mundo". 💛

Olá! É uma honra poder saudar-vos e dar-vos as boas-vindas. Espero que gostem desta nova casa, que se sintam confortáveis aqui. Estou muito feliz por poder fazer parte deste projeto! Quero muito que a minha escrita vos informe e vos faça felizes.

Hoje, passo rapidamente por aqui, para me dar a conhecer um pouco melhor. Como muitos já saberão, nasci há 21 anos e chamo-me Isabel Maria. Raras são as vezes em que respondo pelo meu nome , já que todos me tratam por Cuca.

A minha estação do ano favorita é o outono e as fases da lua sempre  me fascinaram. Na verdade, acho que os ciclos, as repetições, as rotinas me dão paz.

Tenho uma paixão por pássaros e, neste Natal, recebi um canário: o Kahlo. Tenho de vos falar dele porque o nome não foi escolhido por acaso. Pareceu-me justo fazer uma homenagem a Frida, uma artista por quem nutro um carinho especial. Uma pintora de mão cheia que, desde sempre, foi alguém em quem me revi, por quem me senti representada. Alguém que viveu a sua vida, sem nunca esconder a sua deficiência. Nunca permitiu, no entanto, que esta a definisse… que a limitasse! Frida Kahlo, antes de qualquer coisa, é as cores vibrantes que pintava. Isso é maravilhoso!

Se tiver de escolher uma meta de vida, então, que seja esta: representar quem me segue, mostrar que a normalidade é um conceito irreal, utópico e horrendo. Que não sou uma heroína por viver com  paralisia cerebral e que a diversidade pode e deve ser celebrada.