E eu a pensar que era esperto

Quando eu andava no secundário, na altura dos testes, os professores para me ajudarem por causa da minha dificuldade, deixavam-me fazer as provas no meu computador pessoal.

Fixe, como sempre fui um jovem desenrascado, por outras palavras matreiro, cedo comecei a dominar a informática, quer dizer fazer batota…

O bom que os computadores têm é que trazem um sistema operativo que tenta sempre fazer tudo por nós, e assim descobri algumas funções muito boas no Word, como a correção automática.

correção automatica word
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Nos dias anteriores ao teste, perdia muitas horas e casa a programar o meu corretor automático, para que uma simples palavra fosse transformada em parágrafos completos.

Foi muito fixe nos dias dos testes, parecia uma máquina, escrever uma palavra e a resposta aparecer feita.

Mas esta alegria durou pouco, pois como é que eu, um jovem com problemas de interpretação e a dar muitos erros na escrita, tinha testes muito bons.

Pois o mais provável aconteceu, FUI APANHADO, e não foi nada bom, principalmente os sermões dos professores, que me tentaram ajudar e eu fiz batota.

No final de contas não fui assim tão esperto, mas valeu a pena tentar.

Vida académica parte 2

Em continuação à parte 1 da vida académica.

Entretanto os meus amigos entraram e eu ali especado a olhar para aquele segurança enorme com cara de mau.

Mas como a minha vontade de entrar era grande, virei-me para ele e disse, “Eu sei que tropecei naquele degrau ridículo, mas não estou alcoolizado, tenho uma deficiência física.”

O segurança ficou um pouco atrapalhado que me pediu logo desculpas, dando logo o cartão para entrar, na altura foi um cartão diferente dos meus amigos, era um cartão branco, não se paga a entrada.

E assim foi, entrei para dentro e fui ter com os meus colegas e divertimo-nos, até eu fui para a pista tentar dançar, sim tentar, porque abanar o corpo de maneira estranha ao ponto de todos olharem não se pode chamar de dançar, mas nem queria saber.

Como tudo na vida tem um fim, a nossa noite também, decidimos então ir embora, vem ai a segunda parte com o senhor segurança.

Para quem não sabe o dia 03 de dezembro é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, quando cheguei a porta para sair da discoteca o segurança virou-se para mim e com um sorriso disse-me “boa noite”, tal simpatia pode ter sido por causa da situação que se passou na entrada.

E bom menino que eu sou, virei-me para ele e disse, “boa noite e bom dia internacional da pessoa com deficiência”, ele ficou a olhar para mim e eu segui em frente com os meus amigos a rir-me. Só espero que ele não tenha ficado ofendido, pois só uma piadinha.

 

Vida académica parte 1

A pequena aventura que vos vou contar demonstra um pouco de como podemos nos aproveitar das nossas deficiências, claro que não o devem fazer.

Quando eu andava entretido na minha vidinha académica, bem descontraído, descobri o mundo das tunas, algo que logo comecei a seguir, de tal maneira que ia com eles a diversos festivais como em Viseu, Porto e Coimbra.

Foi num desses festivais em Coimbra que se passou o seguinte, o evento decorreu nos dias 02 e 03 de dezembro, no primeiro dia e já no final da noite decidimos ir a uma discoteca para continuarmos a festejar.

Ao chegar a entrada da discoteca tropecei num degrau de metal, quase que ia dando um beijinho no chão, felizmente não aconteceu, mas o segurança da entrada viu a cena e diz logo assim para mim.

“O senhor não pode entra, não está em condições…”, quer dizer para ele eu estava alcoolizado, não vou dizer se ele esteva correto ou errado.

Como a minha vontade de entrar era grande, virei-me para ele e disse, “Eu sei que tropecei naquele degrau ridículo, mas não estou alcoolizado, tenho uma deficiência física.”

Querem saber o que aconteceu depois vejam a segunda parte desta aventura.